A procura de electricidade em África deverá crescer de forma significativa nas próximas décadas, impulsionada pelo crescimento demográfico, pela urbanização, pela industrialização e pela expansão do acesso à energia. Neste contexto, a interligação dos sistemas eléctricos nacionais deixa de ser apenas uma estratégia de desenvolvimento para se tornar uma necessidade estrutural.

Água, o recurso essencial que define o nosso futuro.
Sugerimos que por altura das comemorações do Dia Mundial da Água nos relembremos de que não há saúde pública, produção alimentar, equilíbrio ecológico ou futuro sustentável sem água de qualidade. E lembramos também que, de toda a água existente no planeta, apenas 3% é doce, e desta, cerca de dois terços está na forma de glaciares e calotes polares. A água doce acessível em rios, lagos e aquíferos representa menos de 1% de toda a água do planeta. É com essa fracção que a humanidade alimenta campos, abastece cidades, move indústrias e sustenta ecossistemas.
À escala global, a agricultura absorve cerca de 70% da água captada, a indústria cerca de 20% e o uso doméstico e municipal, o restante. Metade da população mundial enfrenta condições de escassez severa pelo menos durante parte do ano e as alterações climáticas agravam este cenário com eventos de escassez extrema cada vez mais frequentes. Neste contexto em que a oferta é finita e a procura cresce, gerir bem a água é uma necessidade. Estado, empresas e cada um de nós têm um papel fundamental e distinto entre si.
Ao Estado compete a gestão integrada dos recursos hídricos, inventariar e monitorizar as disponibilidades superficiais e subterrâneas, proteger os aquíferos da sobre-exploração e da contaminação e manter as reservas estratégicas que permitem atravessar períodos de seca sem colapso do abastecimento. Este processo começa no planeamento do território, passando pelo estabelecimento do quadro regulatório e fiscalizador e pela promoção da criação de infra-estruturas de interesse público – barragens, sistemas de rega, redes de abastecimento público.
As entidades gestoras de sistemas de abastecimento e saneamento, ou de sistemas de rega, públicas ou privadas, têm a responsabilidade de entregar o serviço com eficiência e transparência. Mais do que as perdas económicas, o consumo de produtos químicos para tratamento e o consumo de energia associado à água amplificam o impacto negativo de cada metro cúbico perdido. Importa, pois, apostar em planos e tecnologias de redução de perdas, apoiadas na melhor tecnologia disponível, como modelação matemática, tecnologias de medição inteligente, detecção de anomalias em tempo real e modelos preditivos de falha de activos.
Os grandes consumidores industriais e agrícolas têm igualmente a necessidade, e a obrigação crescente, de adoptar processos que reduzam o consumo por unidade produzida: adaptação de culturas, avaliação do ponto óptimo de rega, implementação de sistemas de rega de precisão com monitorização de humidade, recirculação de água de processo, reutilização de efluentes tratados, etc. As ferramentas de optimização existem e o seu retorno é demonstrável – falta, em muitos casos, o acompanhamento técnico para as implementar.
Por outro lado, devemos ter presente que a água que chega a cada utilizador particular foi captada, tratada, pressurizada e distribuída – um processo que mobiliza infra-estrutura, energia, reagentes químicos e trabalho especializado. O uso responsável e criterioso é responsabilidade de cada um de nós, mas a responsabilidade individual não se esgota em fechar a torneira: inclui detectar e reportar fugas nas instalações próprias ou públicas, não contaminar linhas de água ou poços com resíduos domésticos, não fazer ligações ilegais à rede pública e exigir ao operador um serviço de qualidade com facturação transparente.
Todos os envolvidos têm um papel importante e distinto, e é precisamente na capacidade de apoiar cada um desses actores a cumprir o seu papel com maior eficiência que assenta o nosso trabalho. Recorrendo às mais modernas ferramentas, às evidências mais recentes e às tecnologias adequadas, ajudamos a planear, desenvolver e implementar soluções para atingir maior eficiência e proteger as populações e ecossistemas a prazo.
Na SOAPRO, partilhamos este conhecimento porque acreditamos que só com soluções integradas e adaptadas à nossa realidade se constrói um futuro mais seguro, eficiente e sustentável para todos.
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