Descobrir o LEA – Laboratório de Engenharia de Angola

O Laboratório de Engenharia de Angola (LEA), equivalente a outras instituições relacionadas com a investigação, aplicação e fiscalização dos vários ramos da Engenharia Civil, é símbolo de conhecimento, progresso e inovação desde 1961. 

O nosso LEA deu nome a sua rua – Rua do Laboratório de Engenharia – e muitos passos foram dados desde a sua criação até a vertiginosa despromoção sofrida ao longo dos anos, não apenas por parte da sua paisagem urbana como da aplicação e a produção do seu conhecimento científico em questões de tomada de decisão por parte de entidades governamentais que outrora consideram o LEA como o seu fiel e leal conselheiro. 

Descrever o LEA abrange desde a arquitectura modernista africana, aos mais novos e antigos funcionários, ao seu legado e ao seu papel no futuro. 

A instituição nasce como resposta ao desenvolvimento de Angola nos anos 50/60 que se traduz nas modernas e complexas obras de engenharia em curso na altura que exigem a realização de projectos e estudos nos diferentes ramos da engenheria civil, desde obras de pequena escala como de grande escala – estradas, pontes, caminhos-de-ferro, barragens, arranha-céus, entre outros. 

Apesar do seu foco de investigação ser o ramo da Engenharia Civil, o edifício que o representa não deixa dúvidas a belíssima peça de arquitectura moderna com assinatura do Arq.º Vasco Vieira da Costa. O conjunto de edifícios assentam no interior dos limites invisíveis que existiam na altura que foi construído de forma ampla e harmoniosa com uma envolvente praticamente inabitada, contrariamente aos dias de hoje em que a malha urbana encurralou os limites do LEA obrigando ao surgimento dos seus muros. 

Os edifícios apesar de manterem a sua aparência original, já sofreram dolorosas intervenções que em alguns casos retiraram funcionalidade a nível de questões de climatização e descaracterização dos espaços: ausência de ventilação cruzada e instalação de AC em locais impróprios. 

O LEA clama por reconhecimento do seu valor a nação angolana e por bons herdeiros que façam com que esta casa continue a dar frutos de conhecimento e resolução das problemáticas existentes actualmente essencialmente nos projectos de arquitectura e engenharia civil desenvolvidos por empresas e entidades governamentais que deveriam ter consciência e obrigatoriedade de consultar e apresentar as suas propostas a esta instituição de modo a garantir que a sua aplicação no contexto angolano não seja um problema no futuro. 

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